Mão no botão, pose pra foto.

A mais nova revolta da classe DJ é com a aparição do lutador Anderson Silva na cabine de som do club Royal, segundo notícia do Sportv.

Na rabeira dos ataques de DJ dos atores globais, ex-BBBs, ex-Fazendeiros, funkeiros, celebridades da internet, jogadores de futebol, atletas de MMA, políticos e qualquer outra pessoa que já figurou no Tumblr título deste post ou no divertidíssimo PORRA, DJ! sempre vem a indignação coletiva e os berros de que estes pseudo-DJs estão tirando seu emprego. Será mesmo?

Sempre tive a opinião de que a culpa maior é de quem paga pra ver e/ou ter esse tipo de “atração” (leia-se público e donos de casas). Penso (e posso estar errado nesse caso especificamente) que o Spider, assim como tantos outros, estava lá na dele até vir o dono da citada casa chamá-lo pra “ir lá brincar de DJ um pouco” com seus amigos, drinks e algumas piriguetes.

Vamos combinar aqui que o cachê pago à maioria dos DJs é dinheiro de pinga (ou melhor, de vodka) pra Spider e cia. Sendo assim, vamos transformar isso num camarote recheado de goró de graça para o “DJ” da noite. Com isso, este trará seus amigos e a casa irá bombar.

É exatamente assim que pensam 80% dos donos dos clubes em qualquer lugar do MUNDO. Então, meu caro leitor, não é por isso que VOCÊ não está tocando no lugar dele, é pelo simples fato de que o cara é celebridade e a turma que está ali prestigiando o “set” está cagando pra música que sai dos CDJs.

Se o cara recusa o convite, é mala, se aceita, é achincalhado pelos DJs de verdade (não gosto desse termo, mas isso não vem ao caso).

Na boa, acho que a energia dispensada com a revolta da classe anda mal direcionada. Minha sugestão para aliviarmos esse stress todo? Que tal se, ao invés de enchermos as redes sociais com fotos do Jesus Luz tocando com CDJs desligados, passássemos a divulgar aqueles artistas que respeitamos? É isso que vou procurar fazer aqui neste espaço. E você?

UPDATE: O amigo Marcelo Arditti alerta para o fato de a festa ter sido oferecida aos colaboradores da agência 9ine (de Ronaldo Fenômeno e Marcus Buaiz, dono do club Royal) em homenagem ao lutador, o que torna a revolta mais injustificada ainda.